Bem, andei lendo os posts de minhas queridissimas amigas e cheguei a algumas conclusões imprecisas sobre isso (não chamo de "conclusões", e sim de indagações).
Não me encaixo em padrões de beleza, disso todo mundo sabe. Porém, acredito possuir algumas características que podem entrar nesse quesito "coisas interessantes" citadas anteriormente no texto "Amor e a cidade". Além de possuir um potencial cômico, digamos, um tanto elevado, e de não ter nenhum tipo de restrição no quesito conversas (mesmo se eu não souber do que se trata o assunto, eu dou meu jeitinho beijosmeliga), posso dizer que tenho bom gosto (e que sou bem modesta!). E aí?
Apesar disso tudo, estou sempre sozinha, e isso não me incomoda tanto.
Recebo uma gama de críticas lastimável quando digo que sou feliz sozinha. "OMFG, você está mentindo par si mesma, bla bla bla!". E daí se estiver? Eu acho o amor algo egoísta, e cada vez que eu me sinto triste por estar sozinha, um sentimento de "ai, como sou idiota" cai sobre mim com uma intensidade enorme, e logo após disso, me recupero desse desejo de ter alguém do meu lado e penso em como é ser um ser humano completamente isento de amor na nossa cidade.
Não sei, parece que as pessoas te identificam com o simples olhar, e quando, ao bater um tête-a-tête, descobrem que você é uma mulher sozinha e que não está morta por isso, te acham uma feminista de merda, ou como na maioria das vezes, uma encalhada que não gosta de si mesma.
Ou ntão, me reprimem, dizendo que eu devo me amar mais ou então fazer uma dieta, deixar meu cabelo crescer, bla bla bla, ou seja, ficar bonitona, ir pra night sarada e arranjar um principe encantado (sic) que vai me conhecer, vai me respeitar muito e me levar pra cama no quinto, quissá no sexto encontro (sic, sic, sic).
Até parece que é fácil assim, gente.
Não adianta, você pode dar investidas no Municipal, na Lapa, no ponto de ônibus, no inferno, que o máximo que você vai conseguir é um chá de você-sabe-o-quê durante alguns dias, semanas e até meses, mas um amor de verdade!? Isso já é mais complicado, é melhor sentar e eesperar mais um pouco (ou mais um muito).
Há 20 anos que eu passo todos os dias sozinha, sem ninguém ao meu lado, ninguém pra dormir abraçadinho, pra me cobrir de beijos, essas coisas todas melosas. [Okay, alguns devaneios e lascividades já me ocorreram, mas nada que eu tivesse sentido que iria morrer sem aquilo.]
Bem, a situação é que eu vivo melancólicamente e com um vazio enorme no peito, que eu insisto em não assumir que vai ser dizimado assim que eu sentir um tremor no mundo e escutar as estrelas tintilando no meu ouvido quando estiver com alguém.
Mas é dificil! Uma, duas, três, cinquenta noite(s) derradeira(s) com alguém não vai(ão) suprir a carência de um amor, um amor verdadeiro, bem lírico, bem poético, digno de um romance (de alguma desses épocas aí que eu não lembro o nome), daqueles bem melosos, um amor daqueles qualquer ser humano busca/sonha.
Mas claro, eu perderia completamente a minha pose de feminista e odiadora do amor se eu deixasse escapar que o maior sonho da minha vida é encontrar um principe encantado, me casar na igreja vestida de branco (sic), ter uma lua de mel (daquelas que o marido carrega a noiva no colo pra entrar no quarto) no Hawaí, ser mamãe de três bacurizinhos, ser uma otima esposa, daquela que faz uma recepção calorosa pro marido todo dia que ele chega do trabalho, passar a vida junto, dividir todos os momentos (menos a hora sagrada do pedrinho), ficar velhinhos juntos, ter uma penca de netinhos e bisnetinhos, chorar muito no enterro e, passadas duas semanas da morte do meu principe, morrer também e encontrá-lo me esperando no hall do Titanic enquanto eu desço as escadas, ruiva e com o coração do Oceano pendurado no pescoço (oops, exagerei aí).
Poizé, caros amiguinhos, confesso que sinto falta de um amor, mas para compor minha ambiguidade, dmito que ainda consigo viver tranquilamente sem um.
Por enquanto, enquanto meu principe encantado e eu não nos encontramos, sendo BEM clichê, me divirto com os sapos perdidos peo caminho, e me divirto beeeem. ;D
Então, finalizando, eis aí o fundamento principal da minha indagação:
porque o ser humano necessita de amor para viver?
E a partir daí:
porque é tão dificil encontrar um amor hoje em dia? ou então porque o amor e a cidade não sabem viver em harmonia?
Giovanna Cioci, que continua com o lema we hate love, we love hate em prol de sua camuflagem antiamor.
Não me encaixo em padrões de beleza, disso todo mundo sabe. Porém, acredito possuir algumas características que podem entrar nesse quesito "coisas interessantes" citadas anteriormente no texto "Amor e a cidade". Além de possuir um potencial cômico, digamos, um tanto elevado, e de não ter nenhum tipo de restrição no quesito conversas (mesmo se eu não souber do que se trata o assunto, eu dou meu jeitinho beijosmeliga), posso dizer que tenho bom gosto (e que sou bem modesta!). E aí?
Apesar disso tudo, estou sempre sozinha, e isso não me incomoda tanto.
Recebo uma gama de críticas lastimável quando digo que sou feliz sozinha. "OMFG, você está mentindo par si mesma, bla bla bla!". E daí se estiver? Eu acho o amor algo egoísta, e cada vez que eu me sinto triste por estar sozinha, um sentimento de "ai, como sou idiota" cai sobre mim com uma intensidade enorme, e logo após disso, me recupero desse desejo de ter alguém do meu lado e penso em como é ser um ser humano completamente isento de amor na nossa cidade.
Não sei, parece que as pessoas te identificam com o simples olhar, e quando, ao bater um tête-a-tête, descobrem que você é uma mulher sozinha e que não está morta por isso, te acham uma feminista de merda, ou como na maioria das vezes, uma encalhada que não gosta de si mesma.
Ou ntão, me reprimem, dizendo que eu devo me amar mais ou então fazer uma dieta, deixar meu cabelo crescer, bla bla bla, ou seja, ficar bonitona, ir pra night sarada e arranjar um principe encantado (sic) que vai me conhecer, vai me respeitar muito e me levar pra cama no quinto, quissá no sexto encontro (sic, sic, sic).
Até parece que é fácil assim, gente.
Não adianta, você pode dar investidas no Municipal, na Lapa, no ponto de ônibus, no inferno, que o máximo que você vai conseguir é um chá de você-sabe-o-quê durante alguns dias, semanas e até meses, mas um amor de verdade!? Isso já é mais complicado, é melhor sentar e eesperar mais um pouco (ou mais um muito).
Há 20 anos que eu passo todos os dias sozinha, sem ninguém ao meu lado, ninguém pra dormir abraçadinho, pra me cobrir de beijos, essas coisas todas melosas. [Okay, alguns devaneios e lascividades já me ocorreram, mas nada que eu tivesse sentido que iria morrer sem aquilo.]
Bem, a situação é que eu vivo melancólicamente e com um vazio enorme no peito, que eu insisto em não assumir que vai ser dizimado assim que eu sentir um tremor no mundo e escutar as estrelas tintilando no meu ouvido quando estiver com alguém.
Mas é dificil! Uma, duas, três, cinquenta noite(s) derradeira(s) com alguém não vai(ão) suprir a carência de um amor, um amor verdadeiro, bem lírico, bem poético, digno de um romance (de alguma desses épocas aí que eu não lembro o nome), daqueles bem melosos, um amor daqueles qualquer ser humano busca/sonha.
Mas claro, eu perderia completamente a minha pose de feminista e odiadora do amor se eu deixasse escapar que o maior sonho da minha vida é encontrar um principe encantado, me casar na igreja vestida de branco (sic), ter uma lua de mel (daquelas que o marido carrega a noiva no colo pra entrar no quarto) no Hawaí, ser mamãe de três bacurizinhos, ser uma otima esposa, daquela que faz uma recepção calorosa pro marido todo dia que ele chega do trabalho, passar a vida junto, dividir todos os momentos (menos a hora sagrada do pedrinho), ficar velhinhos juntos, ter uma penca de netinhos e bisnetinhos, chorar muito no enterro e, passadas duas semanas da morte do meu principe, morrer também e encontrá-lo me esperando no hall do Titanic enquanto eu desço as escadas, ruiva e com o coração do Oceano pendurado no pescoço (oops, exagerei aí).
Poizé, caros amiguinhos, confesso que sinto falta de um amor, mas para compor minha ambiguidade, dmito que ainda consigo viver tranquilamente sem um.
Por enquanto, enquanto meu principe encantado e eu não nos encontramos, sendo BEM clichê, me divirto com os sapos perdidos peo caminho, e me divirto beeeem. ;D
Então, finalizando, eis aí o fundamento principal da minha indagação:
porque o ser humano necessita de amor para viver?
E a partir daí:
porque é tão dificil encontrar um amor hoje em dia? ou então porque o amor e a cidade não sabem viver em harmonia?
Giovanna Cioci, que continua com o lema we hate love, we love hate em prol de sua camuflagem antiamor.
Happy End
o meu amor e eu
nascemos um para o outro
agora só falta quem nos apresente.
Cacaso
o meu amor e eu
nascemos um para o outro
agora só falta quem nos apresente.
Cacaso
2 comentários:
Ao ler o seu texto não me ocorreu nenhum pensamento do tipo "AH coitadinho...tá falando isso para se consolar ..."D verdade, consigo entebnder completamente o seu ponto de vista.Não dá para sentir falta de amor quando não se amou antes.O vazio existe, mas vc consegue viver bem com ele pois o sentimento amor nunca siau da teoria.Sempre me senti vazia,despedaçada, mas conseguia viver pegando vários carinhas na night, namorando com as pessoas erradas, sem q elas dessem algum significado novo para minha vida.Só agora q posso afirmar q conheço oq é o amor, q digo q não sei oq seria dmim sem isso.Amor q acorda d manhã com bafo e dá beijo, amor q chora por medo d perder e se irrita com coisas q antes seriam inadmissíveis mas passam a ser aceitáveis.Quem poderia imaginar a Nicole falando de ficar velhinho junto,ver o compnaheiro gagá e sem dente?
A única coisa q eu espero é q todas as pessoas q conhecem/conheceram o amor d verdade, não o percam por aí.Honestamente, não sei como eu reagiria.
Excelente texto.
Vcs 3 combinaram? hehehe
Pq é muito ponto médio entre um e outro (O própio titulo mostra isso).
E o mais legal é que eu consegui ouvir a voz de cada uma lendo seu texto (com suas devidas gags e entonações).
Adorei. Mas não me motivo a escrever algo do gênero para acompanhar a vibe da semana.
°°°=*
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