É, devido ao não-funcionamento do meu msn, acabei de ler um dos livros que comprei hoje mais cedo. Como havia dito anteriormente, o nome do livro é "Plenamente solidão", da escritora e jornalista Edna Savaget, criadora do primeiro programa feminino da Rede Globo. Descobri que o livro é raro, quase impossivel de ser encontrado, assim como informações e/ou resumos do pmesmo.
Ler esse livro para mim foi como ler um compacto de todos os meus sentimentos, de todas as minhas frustrações e neuroses, como se a personagem principal fosse eu mesma - seus sentimentos, suas angustias, suas frustrações, e até seu jeito de falar, de ver a vida e de encará-la.
"Plenamente Solidão" é composto por 121 páginas de um monólogo entre a personagem principal e o seu psiquiatra, onde usa de uma sagacidade absurda para contar seus problemas e frustrações (quer não são poucos), utilizando-se de joguinhos para complicar a mente de seu psiquiatra, mas sem complicar o andamento da leitura do pequeno romance dramático.
Classificá-lo como um 'romance dramático' é uma tarefa que não cabe a mim com meu simples nível de leitora, mas ao ler o livro, que é um compacto de romances que não deram certo ou ao menos nem começaram, de complexos de inferioridade e feiura, de uma profunda indignação com os acasos e confusões da vida, com a moral e com a fé, liguei-o a um bom drama, daqueles que prendem o leitor (ou ao espectador, que seja) , deixando-o na expectativa de mergulhar de cabeça no livro/filme/etc para poder, só no fim, entender todo o desenvolver da trama.
Sou spoiller, não aguento. O modo como a personagem se relaciona com os homens é incrível. Apesar de estar sempre enrrabixada por algum par de calças, sua ausência de beleza e seu complexo de inferioridade sempre fazem com que ela sempre espere a derrota em todas as suas relações, e quando finalmente algo dá certo, ela foge, como se depois de tantas periclitâncias, não fosse mais possível imaginar alguém interessado nela. Depois de tudo, acende um cigarro e fuma-o, como que para amenizar a dor que sente ou apenas apressar um processo tal qual todos nós já esperamos. (okay, alguém aí notou alguma semelhança com alguém aqui?)
Pra mim foi mágico, eu seria capaz de redigi-lo por inteiro aqui no blog, não só para interar todos da minha 'nova' descoberta, mas só para ter um pequeno motivo para ler mais e absirver novamente aquela sensação de estar lendo minha auto-biografia.
" 'Vivemos, agimos e reagimos uns com os outros, mas sempre e sob qualquer circunstância existimos a sós'*. A atitude que assumimos para com a vida, assim o confirma, com nosso isolamento, nossos momentos de fraqueza ou depressão que são vividos a sós e interiormente; compartimentos secretos que só nós próprios podemos desvendar.l A vida é participada mas não compartilhada. Vivemos sós como morremos sós. Nada é mais iondividual que a vida, como nada é mais pessoal que a morte. Assim a felicidade. " - pequeno trecho do livro.
* Frase de Huxley.
That's all, folks!
Beijosmeliga111
3 comentários:
Ótimo post. Achei maduro e rico.
Um viva aos MSNs que não funcionam.
Nem sei como complementar o que você escreveu minha querida, mas o que li me deu vontade de postar algo, hahahaha, e já o fiz :) Texto fantástico... E internet quando não é bem utilizada, toma mais tempo do que drogas e/ou outros vídios!
Hm, me interessei.
Me empresta pra ler um dia?
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