É engraçado como certas coisas acontecem de maneiras estranhas. Nos últimos tempos, sem a preocupação de uma rotina atribulada de compromissos, tenho tentado me focar em algumas coisas. A vida sem aulas, por mais que pareça uma maravilha a ser conquistada, faz uma falta desgraçada. Era mais fácil acordar cedo e ter algo pra fazer com alguma certeza. Para uma pessoa um tanto quanto controladora quanto eu, era bom saber o que eu tinha para fazer na semana. Algo que já foi debatido, filosofado e esgotado em diversas gerações de sábios foi sobre a perigosa liberdade. Liberdade de não se ter compromisso algum pode enlouquecer, e eu sou exemplo disso!
Algumas das minhas metas: 1) entrar no mestrado, 2) voltar a estudar música, 3) fazer algum exercício e 4) seguir a maré.
1) Não sei o que aconteceu, mas fiquei dias tentando acessar a MERDA do SIGA da Fiocruz para tentar me pré-inscrever, e só consegui quando o prazo esgotou, na segunda-feira. Isso me coloca em outra pauta: tentar o mestrado fora da cidade. De alguma forma isso me leva para longe e uma rotina totalmente diferente. Para um cara que sempre quis sair e ser livre, é até uma possibilidade animadora.
2) Falta de disciplina e o apetite voraz do cão mais feroz do mundo, conhecido como Forró, me impedem isso. Você se pergunta o que um cão pode influir no estudo musical de um jovem ser humano de boa saúde e aparência, mas, saiba que este pequeno ser da natureza parece amar roer fios, mesmo estando em sua adolescência canina. O que já se perdeu com fios e chinelos em minha casa poderia comprar outro cão, este sem um apetite tão sintético (mas não tão bonitinho quanto o Destruidor).
3) Eu tenho feito exercícios até a exaustão, a ponto de sentir dores com as habituais agressões físicas que recebo diariamente (tapas de amigos, unhadas de cão, rolar pra fora do colchão, e etc). É engraçado que a última vez que malhei foi há anos atrás, mas não achei que tive tantos resultados quanto agora. Dionísio, grande deus do vinho e do êxtase, abençoa este adorador com o sopro da primavera e permita-me entrar no quarto-secreto de amor de Afrodite!
4) Seguir a maré é... Difícil de explicar. Uns acham que pode ser uma confortável e débil condição de ser/personalidade onde a pessoa desleixada se propõe a aceitar as coisas da forma que são, mas eu tenho outra proposta: observar, analisar e tomar decisões sábias (dentro da condição de sabedoria de cada um).
Eu ando seguindo a maré há quase 25 anos e não tenho do que reclamar. Sim, não tenho tido muito disciplina (perder prazo de inscrição e não conseguir gastar uma hora por dia fazendo o que amo é, no mínimo, burrice), mas de alguma forma seguir a maré tem sido bom. Redescobri o prazer de estar esgotado no final do dia e cheio de dor no corpo (adeptos do S/M, regozijai) e talvez a possibilidade de ir pra fora do RJ seja bom no final das contas.
Uma confissão (rápida e sem teores sexuais só dessa vez, queridos e queridas) que nunca fiz para meus amigos é sobre o quão fantástico acho o filme Náufrago. O mero vislumbre de passar tempos isolado e sem nada além de minha própria companhia (e andar nu sem repreensão!) parece ser algo que me move mais do que qualquer outra coisa. Eu cresci com uma família grande, tive e tenho muitos amigos que gosto além do que simples palavras podem falar (vocês sabem quem são, bando de despidos!) e sempre fui educado com um direcionamento acadêmico. Já li muito (e me arrependo de não fazer tanto isso hoje em dia), e com minha personalidade, conhecimento e experiência de vida acredito que posso encarar muita coisa sozinho. Apesar de tanto, sempre que fico sozinho, um sentimento de partir me aborda. Às vezes penso numa viagem que farei assim que minha situação financeira estiver bem, nas pessoas que posso encontrar e no que faria, nas mulheres que aguardam serem descobertas e conhecidas intimamente pelo mundo a fora (ok, se você realmente achou que eu falaria algo sem um mínimo de teor sexual, perdeu a aposta, bobão!). Não confunda pensamento com idealização, já que odeio criar pré-conceitos das coisas e acredito que, uma vez a hora chegue, é hora de seguir a maré.
De alguma forma, isso tudo teve um impacto muito forte em mim. Aonde quer que eu vá, não sinto que crio raízes profundas com nada, apesar de me apegar e carregar tudo aquilo no meu coração. Isso transparece em tudo na minha vida: na música que escuto, toco e componho; nos textos e poemas que escrevo e mantenho guardados; nos relacionamentos de meses ou minutos, compromissados ou não. Enxergo situações complicadas com a simplicidade de um momento, e não tomo uma simples decisão sem analisar com a complexidade que a formação científica me proporcionou.
Por que? Algumas pessoas já me perguntaram e afirmaram certas coisas e receberam a mesma resposta estranha. Coisas como "cara, como você que é ouvinte assíduo de metal extremo vai pra boates indie, de patricinhas ou GLS?" e "pô, como alguém que usa blusa havaiana entende de astronomia", passando até por "pra quem fala muita besteira, você até que sabe escutar". A vida pra mim é exatamente isso: vida. A diferença entre Britney Spears e Sepultura está em quem escuta, da mesma forma que alguém pode tirar grandes lições de moral lendo aqueles antigos e divertidos almanaques da Turma da Mônica ou Poe. Minha batalha é tomar decisões sem a influência de uma moral ou pensamento corrompidos pela hipocrisia.
A vida que levo é um resultado disso, e me considero um cara sem raízes, pois aprendi a aceitar as coisas como elas são, conforme a maré permitiu conhecer. No final das contas, tudo aquilo que aprendi a amar, o fiz só. Livre... Por mais perturbador que isso possa ter parecido em algum momento.
Algumas das minhas metas: 1) entrar no mestrado, 2) voltar a estudar música, 3) fazer algum exercício e 4) seguir a maré.
1) Não sei o que aconteceu, mas fiquei dias tentando acessar a MERDA do SIGA da Fiocruz para tentar me pré-inscrever, e só consegui quando o prazo esgotou, na segunda-feira. Isso me coloca em outra pauta: tentar o mestrado fora da cidade. De alguma forma isso me leva para longe e uma rotina totalmente diferente. Para um cara que sempre quis sair e ser livre, é até uma possibilidade animadora.
2) Falta de disciplina e o apetite voraz do cão mais feroz do mundo, conhecido como Forró, me impedem isso. Você se pergunta o que um cão pode influir no estudo musical de um jovem ser humano de boa saúde e aparência, mas, saiba que este pequeno ser da natureza parece amar roer fios, mesmo estando em sua adolescência canina. O que já se perdeu com fios e chinelos em minha casa poderia comprar outro cão, este sem um apetite tão sintético (mas não tão bonitinho quanto o Destruidor).
3) Eu tenho feito exercícios até a exaustão, a ponto de sentir dores com as habituais agressões físicas que recebo diariamente (tapas de amigos, unhadas de cão, rolar pra fora do colchão, e etc). É engraçado que a última vez que malhei foi há anos atrás, mas não achei que tive tantos resultados quanto agora. Dionísio, grande deus do vinho e do êxtase, abençoa este adorador com o sopro da primavera e permita-me entrar no quarto-secreto de amor de Afrodite!
4) Seguir a maré é... Difícil de explicar. Uns acham que pode ser uma confortável e débil condição de ser/personalidade onde a pessoa desleixada se propõe a aceitar as coisas da forma que são, mas eu tenho outra proposta: observar, analisar e tomar decisões sábias (dentro da condição de sabedoria de cada um).
Eu ando seguindo a maré há quase 25 anos e não tenho do que reclamar. Sim, não tenho tido muito disciplina (perder prazo de inscrição e não conseguir gastar uma hora por dia fazendo o que amo é, no mínimo, burrice), mas de alguma forma seguir a maré tem sido bom. Redescobri o prazer de estar esgotado no final do dia e cheio de dor no corpo (adeptos do S/M, regozijai) e talvez a possibilidade de ir pra fora do RJ seja bom no final das contas.
Uma confissão (rápida e sem teores sexuais só dessa vez, queridos e queridas) que nunca fiz para meus amigos é sobre o quão fantástico acho o filme Náufrago. O mero vislumbre de passar tempos isolado e sem nada além de minha própria companhia (e andar nu sem repreensão!) parece ser algo que me move mais do que qualquer outra coisa. Eu cresci com uma família grande, tive e tenho muitos amigos que gosto além do que simples palavras podem falar (vocês sabem quem são, bando de despidos!) e sempre fui educado com um direcionamento acadêmico. Já li muito (e me arrependo de não fazer tanto isso hoje em dia), e com minha personalidade, conhecimento e experiência de vida acredito que posso encarar muita coisa sozinho. Apesar de tanto, sempre que fico sozinho, um sentimento de partir me aborda. Às vezes penso numa viagem que farei assim que minha situação financeira estiver bem, nas pessoas que posso encontrar e no que faria, nas mulheres que aguardam serem descobertas e conhecidas intimamente pelo mundo a fora (ok, se você realmente achou que eu falaria algo sem um mínimo de teor sexual, perdeu a aposta, bobão!). Não confunda pensamento com idealização, já que odeio criar pré-conceitos das coisas e acredito que, uma vez a hora chegue, é hora de seguir a maré.
De alguma forma, isso tudo teve um impacto muito forte em mim. Aonde quer que eu vá, não sinto que crio raízes profundas com nada, apesar de me apegar e carregar tudo aquilo no meu coração. Isso transparece em tudo na minha vida: na música que escuto, toco e componho; nos textos e poemas que escrevo e mantenho guardados; nos relacionamentos de meses ou minutos, compromissados ou não. Enxergo situações complicadas com a simplicidade de um momento, e não tomo uma simples decisão sem analisar com a complexidade que a formação científica me proporcionou.
Por que? Algumas pessoas já me perguntaram e afirmaram certas coisas e receberam a mesma resposta estranha. Coisas como "cara, como você que é ouvinte assíduo de metal extremo vai pra boates indie, de patricinhas ou GLS?" e "pô, como alguém que usa blusa havaiana entende de astronomia", passando até por "pra quem fala muita besteira, você até que sabe escutar". A vida pra mim é exatamente isso: vida. A diferença entre Britney Spears e Sepultura está em quem escuta, da mesma forma que alguém pode tirar grandes lições de moral lendo aqueles antigos e divertidos almanaques da Turma da Mônica ou Poe. Minha batalha é tomar decisões sem a influência de uma moral ou pensamento corrompidos pela hipocrisia.
A vida que levo é um resultado disso, e me considero um cara sem raízes, pois aprendi a aceitar as coisas como elas são, conforme a maré permitiu conhecer. No final das contas, tudo aquilo que aprendi a amar, o fiz só. Livre... Por mais perturbador que isso possa ter parecido em algum momento.
2 comentários:
Oôhhh seu bêbado!!!
O item 3 começa com exercícios e termina com uma benção de Dionísio?!
...HAUHAUHA!
Bom post, sabe quando alguém lê uma carta em filme que ouve a voz de quem escreveu?
ouvi a sua voz o tempo todo. HAUHAUHAuha...
Boa sorte nas metas.
°°°abraços, do seu amigo Dionísio
Bom post mesmo, mas não ouvi sua voz como o Felipe (na verdade, não me lembro direito como ela é hahaha).
Ah, eu também quero fazer tantas coisas. Mas não tenho me movido muito (maldição).
Boa sorte nas metas.[2]
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