Sou fã de quadrinhos, e filmes de super-heróis por um simples motivo: eles não precisam me convencer de nada. É ficção, e não me atinge quanto cidadão (homens que voam, aranhas radiotivas, mutantes, etc).
Essa luta pela verossimilhança é típica de filmes que retratam guerras, fatos históricos ou whatever...Então entrar na sala de cinema de um blockbuster, é o mesmo que procurar por um balde de pipoca para mergulhar e ser feliz.
Porém...SE VOCÊ AINDA NÃO VIU THE DARK KNIGHT, NÃO COMPRE PIPOCAS, POIS PODE SE ENGASGAR! ESTE NÃO É UM BLOCKBUSTER QUALQUER!!!
Apesar de separar sempre o joio do trigo, em de The Dark Knight não consegui colocar o filme no plano de ficção inverossímil.
Pra começo de conversa, o Batman sempre se diferenciou da maioria dos super-heróis por não ter super poderes, assim como os seus inimigos (o que o torna crível).
No filme, o frenesi que as coisas acontecem na 1ª hora de projeção - com uma trama policial e política muito intensa - me colocou contra a parede com o dilema de acreditar ou não naquela Gothan City – que no Batman de Joel Schumacher foi carnavalesca, e no de Tim Burton sombria e demasiadamente cenográfica – assolada por mafiosos e bandidos meia boca. Eu não tive dúvidas em afirmar:
“Eu acredito em Gothan!”
Então eis que a segunda aparição do Coringa confirma a impressão.
"Esse filme é sério."
...e fica evidente que a frase que ficou gravada como slogan do personagem não passa de uma pergunta retórica.
Esse filme do Batman coloca as adaptações de quadrinhos em um outro patamar. Definitivamente não é mais um filme com foco no público infanto-juvenil. Em seus 152min de projeção ele consegue ser extremamente violento, sem mostrar sequer uma gota de sangue.
A palavra violência, cabe bem à imagem do coringa, de um magnífico Heath Ledger com maquiagem borrada. Ele em uma atuação assombrosa, conseguiu transformar um personagem já icônico na cultura pop, no vilão mais memorável do cinema atual. Ele busca de fontes diversas a alma necessária para sua interpretação (de seriais killers, passando pela influência do clássico dos quadrinhos "Piada Mortal", chegando a inspirar-se no grande Charles Chaplin). Nenhum exagero dizer:
“Uma interpretação violenta, visceral...Um filme irrepreensível.”
Eu lamento muito as infelizes palavras de um crítico da Folha de São Paulo (óhh eu querendo arrumar inimigos), que disse que Heath não morreu por overdose de medicamentos mas sim por vergonha do resultado final do filme.
É a opinião dele, que lamentavelmente perde o prazer de saborear um filme único. Batman - The Dark Knight poderia ser caricatural (pela sempre erroneamente menosprezada origem da obra, ou pelo desgaste do personagem em si), entretanto, consegue e por muito superar qualquer expectativa.
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2 comentários:
Aaaah eu tava planejando fazer uma crítica, mas a sua ficou tão boa que apagou qualquer luz que eu poderia colocar aqui. Esse filme... Nem preciso falar nada, né? Hahahaha :)
Meu amigo Daniel.
Fui assistir o filme pela segunda vez hoje e me diverti tanto quanto na primeira. E pude prestar mais atanção nos detalhes. Vale cada minuto!
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